segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Alegria no Céu

Assim como Tu me enviaste ao mundo, também Eu os enviei ao mundo. E a favor deles Eu Me santifico a Mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade. João 17:18, 19


Na parábola da ovelha perdida, Cristo ensina que a salvação não é alcançada por procurarmos a Deus, mas porque Deus nos procura. “Não há ninguém que entenda; não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram” (Rm 3:11, 12). Não nos arrependemos para que Deus nos ame, porém Ele nos revela Seu amor para que nos arrependamos. [...]

Os rabinos tinham um dito, segundo o qual há alegria no Céu quando alguém que pecou contra Deus é destruído; contudo, Jesus ensinava que a obra de destruição é estranha a Deus. Aquilo em que todo o Céu se compraz é a restauração da imagem de Deus nos homens por Ele criados.

Quando alguém que vagou longe no pecado procura voltar para Deus, encontrará suspeita e crítica. Há os que duvidarão de que o arrependimento seja genuíno, ou insinuarão: “Ele não tem estabilidade; não creio que resista.”

Tais pessoas não fazem a obra de Deus, porém a de Satanás, que é o acusador dos irmãos. Por suas críticas, o maligno espera desencorajá-las, afastá-las ainda mais da esperança e de Deus. Contemple o pecador arrependido a alegria do Céu pela volta daquele que se perdera. Confie no amor de Deus e não desanime de maneira alguma pelo escárnio e suspeita dos fariseus.

Os rabinos compreendiam que a parábola de Cristo se aplicava aos publicanos e pecadores; mas tinha uma significação mais ampla. Cristo representava pela ovelha perdida, não somente o pecador individual, mas o mundo que apostatou e se arruinou pelo pecado. Este mundo é apenas um átomo no vasto domínio sobre que Deus preside; contudo, este pequeno mundo perdido – a única ovelha extraviada – é mais precioso a Seus olhos, que as noventa e nove que não se desviaram do redil. [...]

Todo pecador que Cristo salvou é chamado a atuar em Seu nome pela salvação dos perdidos. Essa obra fora negligenciada em Israel. Não é também hoje negligenciada pelos que professam ser seguidores de Cristo? (PJ, p. 189-191).

domingo, 6 de dezembro de 2009

O Convite de Jesus

Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas. Apocalipse 2:4, 5


O Redentor do mundo declara que há maiores pecados do que aqueles pelos quais Sodoma e Gomorra foram destruídas. Aqueles que ouvem o convite do evangelho chamando os pecadores ao arrependimento, e não o atendem, são mais culpados perante Deus do que o foram os moradores do vale de Sidim. E ainda maior pecado é o daqueles que professam conhecer a Deus e guardar os Seus mandamentos, e contudo negam a Cristo em seu caráter e vida diária. À luz da advertência do Salvador, a sorte de Sodoma é um aviso solene [...]

O Salvador aguarda a resposta a Seus oferecimentos de amor e perdão, com uma compaixão mais terna do que aquela que move o coração de um pai terrestre para perdoar um filho transviado e sofredor. Ele clama aos errantes: “Tornai-vos para Mim, e Eu tornarei para vós” (Ml 3:7). Mas se aquele que vagueia, recusa persistentemente atender à voz que o chama com amor compassivo e terno, será finalmente deixado em trevas.

O coração que durante muito tempo desdenhou a misericórdia de Deus torna-se endurecido no pecado, e não mais é susceptível à influência da graça de Deus. Terrível será a sorte da pessoa da qual o Salvador, pleiteando por sua defesa, declarará finalmente: “Está entregue aos ídolos; deixa-o” (Os 4:17). Haverá menos rigor no dia do juízo para as cidades da planície do que para aqueles que conheceram o amor de Cristo, e contudo se desviaram à escolha dos prazeres de um mundo de pecado.

Vocês que estão a desdenhar os oferecimentos da misericórdia, pensem nos inúmeros registros que contra vocês se acumulam nos livros do Céu: pois há um relatório feito das impiedades das nações, das famílias, dos indivíduos. Deus pode suportar muito enquanto a conta prossegue; e convites ao arrependimento e oferecimentos de perdão podem ser feitos; contudo, tempo virá em que a conta se completará, em que se fez a decisão da alma, em que se fixou o destino do homem pela sua própria escolha. Dar-se-á então o sinal para ser executado o juízo (PP, p. 165).

sábado, 5 de dezembro de 2009

O Manto da Justiça de Cristo

Por isso, vos digo: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e a quem bate, abrir-se-lhe-á. Lucas 11:9, 10


Devemos entregar nosso coração a Deus, para que nos renove e santifique, e nos habilite para Sua corte celestial. Não devemos esperar por alguma ocasião especial, mas entregar-nos a Ele hoje, recusando-nos a ser servos do pecado. [...]

Quando começamos a compreender que somos pecadores, e então caímos sobre a Rocha a fim de sermos despedaçados, os braços eternos nos enlaçam, e somos levados bem perto do coração de Jesus. Então ficaremos encantados com Sua amabilidade e enojados de nossa justiça própria.

Precisamos chegar-nos bem ao pé da cruz. Quanto mais ali nos humilharmos, tanto mais exaltado nos parecerá o amor de Deus. A graça e justiça de Cristo nada valerão àquele que se julga são, que se considera razoavelmente bom, que se contenta com sua própria condição. Não há lugar para Cristo no coração daquele que não reconheça sua necessidade de divina luz e auxílio.

Diz Jesus: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos Céus” (Mt 5:3). Há plenitude de graça em Deus, e podemos ter Seu Espírito e poder em grande medida. Não se alimentem com as bolotas da justiça própria, mas vão ao Senhor. Ele tem as melhores vestes para lhes dar, e Seus braços estão abertos para recebê-los. [...]

São provados por Deus mediante Sua Palavra. Não devem esperar por emoções maravilhosas, antes de crerem que Deus os ouviu; os sentimentos não devem ser seu critério, pois as emoções são mutáveis como as nuvens. Devem ter alguma coisa sólida como fundamento de sua fé. A palavra do Senhor é palavra de poder infinito, com o qual podem contar, e Ele disse: “Pedi e recebereis” (Jo 16:24). Olhem ao Calvário. Não disse Jesus ser Ele seu advogado? Não disse Ele que se pedirdes qualquer coisa em Seu nome o receberão? [...]

Devem ir a Deus como pecador arrependido, em nome de Jesus, o Advogado divino, para um Pai misericordioso e perdoador, crendo que Ele fará justamente o que prometeu. Que os que desejam a bênção de Deus batam, e esperem junto ao trono de misericórdia, com firme confiança (ME1, p. 327-329).

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Vida Nova

Então, aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei. Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Ezequiel 36:25, 26


Muitos que falam a outros da necessidade de um novo coração não sabem eles próprios o que significam essas palavras. Especialmente a juventude tropeça nesta expressão: “um coração novo” (Ez 36:26). Não sabem o que ela quer dizer. Esperam que se verifique mudança especial em seus sentimentos. A isso chamam conversão. Nesse erro milhares têm tropeçado e se perderam, não compreendendo a frase: “Necessário vos é nascer de novo” (Jo 3:7).

Satanás induz as pessoas a pensarem que, por terem experimentado êxtase de sentimentos, estão convertidas. Mas sua experiência não muda. Seus atos são os mesmos que antes. Sua vida não demonstra bons frutos. Oram freqüente e longamente, e constantemente se referem aos sentimentos que tiveram em tal e tal ocasião. Não vivem, porém, a vida nova. Estão iludidas. Sua experiência não vai além de sentimento. Edificam sobre a areia e, ao soprarem os ventos da adversidade, sua casa é assolada. [...]

Ao falar Jesus do novo coração, refere-Se Ele à mente, à vida, ao ser todo. Ter uma mudança de coração é retirar as afeições do mundo, e uni-las a Cristo. Ter um coração novo é possuir novo espírito, novos propósitos, motivos novos. Qual é o sinal de um coração novo? – A vida transformada. Há um morrer dia a dia, hora a hora, para o egoísmo e o orgulho.
Alguns cometem grande erro ao supor que uma alta profissão substituirá o verdadeiro serviço. Mas a religião que não é prática, não é genuína. A verdadeira conversão nos torna estritamente honestos em nosso relacionamento com os semelhantes. Torna-nos fiéis em nosso trabalho diário. Todo sincero seguidor de Cristo demonstrará que a religião bíblica o habilita a usar seus talentos no serviço do Mestre. [...]

São os nobres princípios introduzidos no trabalho que o tornam inteiramente aceitável à vista do Senhor. O verdadeiro serviço liga o mais humilde dos servos de Deus, na Terra, ao mais elevado de Seus servos nas cortes celestiais (MJ, p. 71-73).

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

A Busca da Perfeição

Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste. Mateus 5:48


Significa muito ser um firme cristão. Significa andar com cautela diante de Deus, prosseguir para o alvo, para o prêmio da nossa soberana vocação em Cristo. Significa produzir muitos frutos para a glória dAquele que deu Seu Filho para morrer por nós. Como filhos e filhas de Deus, devem os cristãos esforçar-se por alcançar o elevado ideal perante eles colocado no evangelho. Não se devem contentar com nada menos que a perfeição. [...]

Tornemos a santa Palavra de Deus o nosso estudo, introduzindo em nossa vida seus santos princípios. Andemos diante de Deus em mansidão e humildade, diariamente corrigindo nossas faltas. Não separemos de Deus a alma, por meio do orgulho egoísta. Não acariciem um sentimento de elevada supremacia, julgando-se melhores que outros. “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia” (1Co 10:12). Paz e descanso lhes advirão ao levarem sua vontade em sujeição à de Cristo. Então o amor de Cristo reinará no coração, levando em cativeiro ao Salvador as secretas fontes de ação. [...]

Há os que ouvem a verdade e se convencem de que vivem em oposição a Cristo. São condenados e arrependem-se de suas transgressões. Confiando nos méritos de Cristo, nEle exercendo verdadeira fé, recebem o perdão do pecado. Ao deixarem de fazer o mal e aprenderem a praticar o bem, crescem na graça e no conhecimento de Deus. Vêem que precisam sacrificar-se a fim de separar-se do mundo; e, depois de calcular o custo, consideram tudo como perda se tão-somente puderem ganhar a Cristo. Alistaram-se em Seu exército. Acha-se perante eles a luta e nela entram valorosa e alegremente, combatendo suas inclinações naturais e desejos egoístas, levando a vontade em sujeição à de Cristo. Diariamente buscam do Senhor graça para obedecer-Lhe, e são fortalecidos e ajudados.

Isso é verdadeira conversão. Em humilde e grata submissão, o que recebeu um coração novo confia no auxílio de Cristo. Revela na vida os frutos da justiça. Outrora amava a si mesmo. Os prazeres mundanos eram seu deleite. Agora o ídolo é destronado, e Deus reina supremo (YI, 26/9/1901).

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Concentre-se em Cristo

Então, convocando a multidão e juntamente os Seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quer vir após Mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-Me. Marcos 8:34


A Palavra de Deus dá a descrição de um verdadeiro cristão, que corresponde à obra do Espírito Santo no coração e na vida. Os filhos de Deus imediatamente sabem que possuem no próprio coração evidências de que são nascidos de Deus. [...] Isso significa profundidade e amplidão de experiência para seguir o Cordeiro aonde quer que Ele vá. A abnegação e o sacrifício próprio serão sempre encontrados no caminho que conduz pela porta estreita aos amplos prados das pastagens do Senhor.

Para os que crêem, Cristo é precioso. Seu Espírito, atuando no espírito e coração do crente, está em perfeita harmonia com aquilo que se acha escrito na Palavra. O Espírito e a Palavra harmonizam-se perfeitamente. Assim o Espírito testifica com o nosso espírito que somos nascidos de Deus.

Os que não encontram em seu coração semelhança alguma do grande padrão moral de justiça, a Palavra de Deus, não possuem um Cristo a confessar. Sua linguagem, seus pensamentos, não estão em harmonia com o Espírito de Cristo. Sua profissão de fé é falsa. Você pode porventura encontrar nata sobre a água? A alma precisa ter as vivificantes influências do fôlego de vida de Cristo a fim de poder revelar na conversação que Cristo, a esperança da glória, está formado no seu interior.

Ninguém colhe uvas de cardos. As palavras dos cristãos estarão de acordo com a sua alegria em Cristo. Os que estão perpetuamente falando de dúvidas e exigindo mais provas para banir sua nuvem de incredulidade não edificam sobre a Palavra. [...]

Grande infelicidade é ser um duvidador crônico, mantendo sempre em si mesmo os pensamentos. Enquanto contemplam o próprio eu, enquanto esse é o tema do pensamento e conversação, não podem esperar conformarem-se à imagem de Cristo. O próprio eu não é seu salvador. Não têm em vocês mesmos nenhuma virtude redentora. “Eu” é um barco por demais avariado para sua fé nele embarcar. Se a ele se confiar, certo naufragará. Ao bote salva-vidas, ao bote salva-vidas! Eis sua única salvação. Jesus é o Comandante do bote salva-vidas, e Ele jamais perdeu um passageiro (MR21, p. 22, 24).

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Cristo, o Grande Pastor

Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo no Céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento. Lucas 15:7


O ministro deve ser um pastor. Nosso redentor é chamado de o grande pastor. O apóstolo escreve: “Ora, o Deus da paz, que tornou a trazer dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor, o grande Pastor das ovelhas, pelo sangue da eterna aliança, vos aperfeiçoe em todo o bem, para cumprirdes a Sua vontade, operando em vós o que é agradável diante dEle, por Jesus Cristo” (Hb 13:20, 21). Por humildes, por elevados que possamos ser, quer nos achemos nas sombras da adversidade ou à luz do Sol da prosperidade, somos ovelhas dEle, rebanho de Seu pasto, e achamo-nos sob os cuidados do sumo Pastor.

Mas o grande Pastor possui seus sub-pastores, a quem delegou o cuidado de Suas ovelhas e cordeiros. O grande Pastor nunca perde um dentre os que estão sob Seus cuidados, nunca é indiferente mesmo para com o mais frágil do seu rebanho. A bela parábola dada por Cristo, da ovelha perdida, do pastor que deixou as noventa e nove para ir em busca da perdida, ilustra o cuidado do sumo Pastor. Ele não passou os olhos descuidadamente sobre as ovelhas do rebanho, dizendo: “Tenho noventa e nove, e me dará demasiado trabalho ir em busca da desgarrada; ela que volte, e lhe abrirei a porta do curral e a deixarei entrar. Mas não posso ir em sua busca.”

Não! Pois, assim que a ovelha se desvia, o semblante do pastor fica cheio de tristeza e preocupação. Ele conta e reconta o rebanho, e quando se certifica de que uma ovelha está perdida, não descansa. Deixa no redil as noventa e nove; por escura e tempestuosa que seja a noite, por arriscado e incômodo o caminho, por longa e tediosa a procura, ele não se cansa, não hesita até que tenha encontrado a perdida. [...]

Quando é encontrada a perdida, Céu e Terra unem-se em regozijo e ações de graças. [...] Diz Jesus: “Eu sou o bom Pastor, e conheço as Minhas ovelhas, e das Minhas sou conhecido” (Jo 10:14). Justamente como um pastor terrestre conhece suas ovelhas, assim conhece o sumo Pastor o Seu rebanho, espalhado, através do mundo todo (RH, 23/8/1892).