terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O Triunfo da Luz

A luz brilha nas trevas, e as trevas não a derrotaram. João 1:5

Verdadeiro ou falso: O mundo é lindo. O mundo é feio.
Verdadeiro e verdadeiro também.
Verdadeiro ou falso: A vida é maravilhosa. A vida é terrível.
Novamente, verdadeiro nos dois casos.

Estamos num conflito, o grande conflito entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas. A luz brilha nas trevas, e as trevas não a derrotaram. Nunca conseguiram, nunca conseguirão. Glória a Deus por isso!

Em sua obra A Trilha Menos Percorrida (Nova Era, 2004), o psicoterapeuta M. Scott Peck narra a história inacreditável de um empresário de sucesso que conheceu. Fruto de uma relação ilegítima, passou por vários lares adotivos com total ausência de afeto. Aos 17 anos, foi preso por causa de um violento assalto. Após cumprir seis meses de prisão, foi admitido para trabalhar como auxiliar de almoxarifado numa pequena empresa. Para os assistentes sociais, seu futuro parecia tenebroso. Dentro de três anos, no entanto, ele se tornou o chefe de departamento mais jovem da história daquela empresa. Após cinco anos, ele se casou com uma executiva e abriu o próprio negócio. Na ocasião em que conheceu Peck, ele havia se tornado um pai amoroso e carinhoso, um intelectual autodidata, um líder na comunidade e um artista talentoso.

A história desse homem é apenas um dos vários exemplos registrados por Peck. Após ter a oportunidade de conhecer tais pessoas, Peck conclui que “há uma força, um mecanismo que não compreendemos plenamente”, que opera rotineiramente para promover nossa saúde mental e física. O mais impressionante, segundo Peck (que não era cristão na ocasião em que escreveu o livro), não é o fato de ficarmos doentes, mas o fato de não ficarmos doentes com mais frequência e nos recuperarmos quando deveríamos morrer.

O trecho mais impressionante do livro de Peck é a conclusão, capítulo em que o autor faz uma reflexão a respeito do que sua experiência como psicoterapeuta propõe. Ao esforçar-se para compreender a inclinação do Universo a nosso favor, recorre à única palavra que parece encaixar: graça!

O Dr. Peck descobriu que isso é verdade. A luz brilha nas trevas, e as trevas não a derrotaram. Nunca conseguiram, nunca conseguirão!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O Perfume da Graça

Mas dou graças a Deus porque, unidos com Cristo, somos sempre conduzidos por Deus como prisioneiros no desfile de vitória de Cristo. Como um perfume que se espalha por todos os lugares, somos usados por Deus para que Cristo seja conhecido por todas as pessoas. 2 Coríntios 2:14, NTLH

Nessa passagem, Paulo relaciona a vida cristã ao “triunfo” romano, o grande desfile da vitória que tomava conta das ruas de Roma em comemoração ao sucesso de certo general. O desfile – despojos de guerra, animais exóticos, prisioneiros e, finalmente, o próprio general – acontecia numa atmosfera perfumada com incenso ou com grandes quantidades de pétalas.

O apóstolo Paulo afirmou que somos conduzidos como prisioneiros no desfile da vitória de Cristo. Ele é o Herói conquistador e nós, os prisioneiros voluntários, espalhamos o perfume de Sua graça à medida que passamos.

Você já notou como associamos aromas a lugares? Inalamos algum odor, a sugestão de alguma fragrância, e nossa mente se recorda de um evento que talvez tenha acontecido há muitos anos. Voltamos para aquele lugar e revivemos uma doce lembrança.

O mesmo acontece com as pessoas. Associamos alguém especial com seu perfume. Pode ser um cheiro ou uma fragrância. Toda vez que sentimos esse cheiro, pensamos naquela pessoa.

No período em que moramos na Índia, ficamos encantados com a dama-­da-noite, um arbusto com pequenas flores brancas que exalam seu perfume à noite. Acordávamos nas primeiras horas da manhã e apreciávamos a fragrância doce e suave entrando pela janela. Ao passearmos pelo campus do Spicer College à noite, cruzávamos com um pequeno rastro invisível de perfume e o seguíamos até encontrar a fonte, às vezes a muitos metros de distância, nas pequeninas flores brancas que floresciam discretamente, mas transformavam o ar noturno.

Apaixonei-me por aquela pequena flor. Se sentisse aquela fragrância neste instante, voltaria mentalmente para aquele lugar.

Amo flores; não ligo para flores artificiais. Algumas imitações parecem exatamente como as reais, mas é muito fácil reconhecê-las – cheirando-as. Apenas as flores de verdade são perfumadas.

Isso me leva a examinar meu coração. Sou real ou falso? Será que através de minha vida homens e mulheres, meninos e meninas têm sentido a doce fragrância de Cristo, o perfume da graça?

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Ame o Próximo

Se vocês de fato obedecerem à lei do Reino encontrada na Escritura que diz: “Ame o seu próximo como a si mesmo”, estarão agindo corretamente. Tiago 2:8

Até começar a escrever este devocional, eu não tinha percebido o quanto a Bíblia tem a dizer sobre nosso relacionamento com o próximo. Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, o conceito de “próximo” aparece mais de 150 vezes.

Noelene e eu tínhamos um problema. Ali estávamos nós, na segunda casa de uma rua sem saída, e dois vizinhos pareciam absolutamente inacessíveis.

Bruce e Shirley moravam ao lado, na primeira casa. Parecia que não tínhamos nada em comum com aquele casal. Toda vez que os víamos, de dia ou à noite, seguravam um cigarro entre os dedos.

Aos poucos começamos a puxar conversa por cima da cerca. Então, tivemos uma ideia. No dia em que recebemos a visita de nosso filho, sua esposa e o bebê recém-nascido, decidimos convidar os vizinhos, juntamente com os amigos, para uma confraternização. Bruce e Shirley vieram. Foi a primeira vez que os vimos sem um cigarro na mão.

Em outra ocasião, fizemos questão de convidá-los para uma refeição descontraída ao ar livre em nosso jardim. Após uma investigação meticulosa a respeito de nossa dieta alimentar, retribuíram o convite.

Tornamo-nos bons amigos. No dia em que se aposentaram e mudaram de endereço, insistiram para que fizéssemos uma visita e lanchássemos juntos. Não perdemos a oportunidade. Com grande orgulho mostraram-nos seu novo lar, que estava sendo mantido longe da fumaça do cigarro.

A outra família “inacessível” morava em frente à nossa casa. Pareciam nunca estar em casa; nem mesmo sabíamos seu nome. De vez em quando víamos um carro estacionado na garagem, mas não víamos nenhum rosto.

Foi então que aquela terrível terça-feira chegou: 11 de setembro. Na sexta-feira à noite daquela mesma semana, no Dia Nacional de Oração, decidimos convidar os vizinhos para uma reunião em nossa casa na qual poderíamos passar simples momentos de reflexão, leitura, orações e tomar um suco. Nossos vizinhos da frente apareceram para dizer que aquela era uma ideia excelente, mas que infelizmente já tinham um compromisso marcado.

Aquele casal foi a sétima e a última família que conhecemos na rua sem saída. Ao olharmos para trás, pensamos como fomos capazes de ficar tanto tempo escondidos em nosso pequeno casulo. Realmente é um lindo dia em nossa vizinhança.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Surpresa na Rua sem Saída

Porque para Deus somos o aroma de Cristo entre os que estão sendo salvos e os que estão perecendo. 2 Coríntios 2:15

Por muito tempo, Noelene e eu não fomos bons vizinhos, e isso nos incomodava. Na ocasião em que nos mudamos para Silver Spring, Maryland, compramos a segunda de uma série de sete casas localizadas numa rua sem saída. Nenhum de nossos vizinhos era adventista. Mergulhamos no trabalho na sede da igreja mundial. Nós dois viajávamos; nosso lar se tornou um refúgio. Nossos vizinhos mal nos viam e, quando nos encontrávamos, simplesmente acenávamos ou nos cumprimentávamos com um breve “oi”. Não parecia certo. Pregávamos ao mundo sobre Jesus, mas não tínhamos tempo para as pessoas que moravam ao lado.

A vizinhança em geral estava mudando; as propriedades começaram a desvalorizar. Começamos a pensar que talvez fosse o momento de deixar aquele lugar e mudar para mais longe. Mas foi como se o Senhor nos dissesse: “Fiquem onde estão e procurem fazer amizade com os vizinhos. Tenho uma surpresa para vocês.” Assim, ficamos. E o Senhor começou a abrir nossos olhos.

O primeiro vizinho que se tornou nosso amigo foi Jimmy, que morava do outro lado da rua. Ele veio admirar os narcisos que floresceram cedo e aos montes em frente à nossa casa, que era voltada para o lado sul. Conversamos a respeito de jardinagem. Ele nos mostrou o quintal maravilhoso que tinha em sua casa e revelou o segredo – esterco.

Observamos a saúde de Jimmy decair. Foi obrigado a tirar folga e mais tarde a parar de trabalhar por completo. Ficou magro e abatido. A última vez que o vimos com vida foi em cima de uma cama. Sua estrutura grande e robusta minguou devido às terríveis consequências da Aids.

Enquanto isso, na porta ao lado, na terceira casa, o tempo estava prestes a cobrar seu preço. Certo dia, eu estava aparando a grama quando vi meu vizinho cair de repente. Corri para ajudá-lo a se levantar. Exames clínicos revelaram que estava muito doente: havia contraído a doença de Lou Gehrig. No fim daquele ano estava numa cadeira de rodas. Um pouco antes do Natal, fomos à casa dele cantar algumas canções natalinas. Seu rosto estava paralisado. Incapaz de sorrir, apenas os olhos brilharam. Em duas semanas ele deixou de existir.

Havia mais quatro casas. Fizemos amizade com os moradores de duas delas; os outros dois pareciam inacessíveis. Mas Deus, que já nos tinha surpreendido, ainda não tinha terminado a Sua obra naquela rua sem saída.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Dominando a Arte de Viver

Tudo o que fizerem, seja em palavra ou em ação, façam-no em nome do Senhor Jesus, dando por meio dEle graças a Deus Pai. Colossenses 3:17

Um dos maiores erros que muitos cristãos cometem é dividir o tempo entre “sagrado” e “secular”. Pensam que durante o tempo sagrado Deus está próximo e o comportamento deles deve refletir a Sua presença. Durante o período secular, no entanto, de alguma forma, Deus é removido, e as ações deles assumem uma característica diferente.

Paulo, porém, disse que tudo o que fizermos – a qualquer hora, em qualquer lugar – deve ser feito em nome do Senhor Jesus Cristo, em atitude de gratidão. Ou seja, deve ser feito por meio de ações de graça.

O culto não é um compromisso que ocorre uma vez por semana. Ao dominarmos a arte de viver através do Espírito e em graça, nossa vida se torna um culto. Nosso trabalho se torna um culto. Se Jesus viesse à Terra novamente e quiséssemos levá-Lo à igreja, creio que Ele diria: “Não; leve-Me para o local em que você trabalha.”

Um amigo partilhou comigo a seguinte citação que, apesar de não mencionar o nome de Deus, expressa a sabedoria que eu tanto busco:

Um mestre na arte de viver
Faz pouca distinção
Entre o trabalho e o lazer,
Entre a mente e o corpo,
Entre a educação e a recreação,
Entre o amor e a religião.
Dificilmente sabe distinguir uma coisa da outra.
Almeja, simplesmente, a excelência em tudo que faz,
Deixando para aos demais
A tarefa de decidir se está trabalhando ou se divertindo.
Ele acredita que está sempre
Fazendo as duas coisas ao mesmo tempo.

Isso se tornará muito mais real se Deus estiver no centro de nossa vida! Quando vivemos na graça, a vida inteira é transformada, seja no trabalho ou no lazer.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O Atleta Gentil

Vocês não sabem que de todos os que correm no estádio, apenas um ganha o prêmio? Corram de tal modo que alcancem o prêmio. 1 Coríntios 9:24

Olhando para trás sob a perspectiva da cultura moderna em que os atletas são altamente remunerados e cercados de técnicos, treinadores e agentes publicitários, a história a seguir parece quase irreal.

Na manhã de 6 de maio de 1954, o médico estagiário Roger Bannister deu plantão no Hospital St. Mary em Londres, Inglaterra. Em seguida, entrou a bordo do trem que dali a uma hora o deixaria em Oxford. Era uma tarde de quinta-feira e cerca de 1.000 pessoas se reuniram para realizar uma competição de corrida não divulgada ao público. Apenas uma câmera de televisão estava presente e alguns poucos repórteres que haviam sido informados com antecedência.

Roger Bannister era estudante de medicina. Mas nas horas de folga também treinava, sem alarde, corrida de distâncias médias. Corria no horário do almoço, à noite e nos fins de semana. Não tinha técnico, treinador e muito menos nutricionista. Corria em pistas de atletismo de má qualidade, em parques, em qualquer lugar disponível.

Em 1952, Bannister foi selecionado para representar seu país nas Olimpíadas de Helsinki, Finlândia. Mas saiu tudo errado. Em vez de conquistar a medalha de ouro na corrida de 1.500 metros, ele chegou em quarto lugar. Além de fracassar, desapontou Oxford, famosa por seus atletas, e a Inglaterra.

O tempo se esgotava para Bannister. Ele estava com 25 anos, e a carreira médica consumia cada vez mais seu tempo. Em vez de aguardar outra chance nos jogos de 1956, Bannister estabeleceu um alvo ainda mais ousado. No atletismo havia uma barreira aparentemente intransponível. Ninguém havia conseguido correr 1.500 metros em menos de quatro minutos.

Naquela tarde em Oxford, num dia de chuva e vento, Roger Bannister conseguiu. No fim de um percurso difícil, cruzou a linha de chegada aos 3 minutos e 59.4 segundos, caindo nos braços dos amigos. Após o evento, não houve um contrato multimilionário com alguma famosa marca esportiva. Em vez disso, Bannister prosseguiu os estudos e se tornou um notável neurologista.

Todos nós corremos a corrida da vida. Na Terra, a competição impera. Mas na corrida cristã, a corrida que se tornou possível pela graça, ajudamos um ao outro até a linha de chegada. Nessa corrida, todo aquele que completar o percurso ganhará o prêmio da vida eterna.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A Legião de Perdedores

Disse o paralítico: “Senhor, não tenho ninguém que me ajude a entrar no tanque quando a água é agitada. Enquanto estou tentando entrar, outro chega antes de mim.” João 5:7

Afligido física e espiritualmente, era alguém digno de dó. Cego, coxo, paralisado... Em meio à multidão de deficientes físicos, seu caso era o mais desesperador. A doença havia paralisado seu corpo e por 38 anos sufocado a esperança. Ficava deitado, dia após dia, à espera de um milagre.

A história relatada no quinto capítulo do Evangelho de João é uma das mais estranhas da Bíblia. Especialmente o verso 4, que diz: “De vez em quando descia um anjo do Senhor e agitava as águas. O primeiro que entrasse no tanque, depois de agitadas as águas, era curado de qualquer doença que tivesse.”

Algo não soa real aqui. Será que essa é a maneira que Deus opera, garantindo a cura para uma pessoa que, abrindo caminho às cotoveladas, entra no tanque primeiro? Esse conceito é totalmente contrário à graça.

Na verdade, os manuscritos mais antigos não contêm esse verso. Essa é a razão de ele não ser encontrado nas versões mais modernas da Bíblia. Ellen White, ao comentar sobre essa passagem, observou que “acreditava-se comumente” que um anjo descia e movia as águas (O Desejado de Todas as Nações, p. 201). Que as águas se moviam de tempos em tempos não há dúvida, mas esse fenômeno provavelmente ocorria devido a uma nascente subterrânea.

Quando Jesus viu o inválido deitado ao lado do tanque, perguntou:

– Você quer ser curado?

Em vez de responder “sim”, aquele perdedor de primeira categoria conseguiu apenas responder:

– Não tenho ninguém que me ajude a entrar no tanque. Outra pessoa sempre entra primeiro que eu.

Ele não pediu para ser curado. Não tinha fé. Nem mesmo sabia o nome de Jesus.

Mas Jesus o curou assim mesmo.

– Levante-se! Pegue a sua cama e ande.

Imediatamente aquele homem foi curado. Pegou sua cama e andou.

Jesus ama os perdedores. Graça significa que mesmo os casos mais perdidos – pessoas tão devastadas que não conseguem nem mesmo pedir ajuda – encontram vida nova.

O Céu estará repleto de uma legião de perdedores. Como você e eu.