segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Cuidado com Suas Emoções

Que cada um de vocês esteja seguro de estar fazendo o melhor, pois assim terá a satisfação pessoal de uma obra benfeita e não precisará se comparar com outra pessoa. Gálatas 6:4, A Bíblia Viva

Ele acontece na família, no trabalho, na igreja e até entre amigos. Talvez seja uma das primeiras emoções na história da humanidade. Esteve presente no incidente de Caim e Abel; com os irmãos de José ao verem o tratamento e os presentes que o pai dava para ele. Esteve no coração de Saul quando Davi recebia os elogios, as músicas e o carinho de todos. Esteve também na reação do irmão do filho pródigo: “Como é que ele gastou tudo e foi recebido com festa?” No centro do ciúme está o pressentimento de que alguma coisa que me pertence e esteve sob meu domínio está passando para o controle de outra pessoa.

Um principiante que chegou é indicado para dirigir a área na qual você é especialista, e você é transferido para uma área em que não há visibilidade. Sente que está perdendo posição, status, poder e influência. Outro colega leva vantagem sobre você ao ser o primeiro a lançar uma ideia, um projeto, e o nome dele se torna motivo de comentários elogiosos. Você fica atormentado de raiva e ciúme. Ou é o recém-chegado que está atraindo para si até mesmo seus melhores amigos e você fica com medo de perder seu espaço.

Um incidente no qual o ciúme é bem exemplificado ocorreu na vida de três irmãos. Todos reconheciam que eles tinham sido escolhidos por Deus. Miriam, como profetisa, talentosa na música e na poesia. Arão, sumo sacerdote e líder espiritual. Moisés, líder de Israel no deserto.

O descontentamento aumentou quando Moisés indicou setenta líderes como auxiliares sem consultar seus irmãos mais velhos. “Olha só, nem fomos consultados para essa indicação. Afinal de contas, para que estamos aqui?”

E no centro da conversa estava o ciúme. “Ele está monopolizando tudo. Faz parte de oito comissões. Não há um só mês em que seu nome não apareça na seção de notícias da revista. É convidado para todas as campais e está afinado com as tribos ricas do sul: Rubem, Simeão e Gade.”

Contextualize e você verá até onde pode chegar o ciúme. A Palavra de Deus tem uma advertência e um conselho para nós: “O coração em paz dá vida ao corpo, mas a inveja apodrece os ossos” (Pv 14:30). Com espírito de humildade e convicção dos talentos que o Senhor nos deu, independentemente do lugar e da posição que ocuparmos, poderemos cumprir a missão que nos cabe.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

A Paz de Deus

A paz de Deus que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus. Filipenses 4:7

Quando Paulo escreveu para os crentes na cidade de Filipos, não estava numa cadeira de praia de um resort no Mar Mediterrâneo. Não estava numa rede num amplo alpendre, desfrutando a brisa. Estava na prisão, lugar escuro, úmido, limitado. Ele poderia ter sido tentado a pensar que, depois de 20 anos seguindo a Jesus, não merecia aquilo. Mas, com confiança e alegria, escreveu para os filipenses: “A paz de Deus guardará o coração de vocês. Quanto a mim, não se preocupem.”

A paz que Deus oferece não é uma paz livre de pressões e dificuldades. Ela independe das coisas externas.

Há alguns anos, Charles Roberts IV, motorista de um caminhão distribuidor de leite, invadiu a pequena escola de uma comunidade Amish, no Estado da Pensilvânia. Com violência descontrolada, assassinou dez meninas e depois se matou. O crime surpreendeu a muitos, mas surpresa maior aconteceu poucos dias depois. Repórteres que acompanhavam o que havia acontecido presenciaram algo inusitado.

Os Amish se reuniram, oraram juntos, choraram juntos. Os repórteres ficaram surpresos porque orador após orador falava de perdão para o homem que havia atirado nas crianças. A princípio, eles duvidavam de que isso fosse verdade e não entendiam o que estavam testemunhando. Havia só uma explicação: eles haviam testemunhado a “paz que excede todo o entendimento”.

O mundo procura a paz por meio de meditação, ioga ou uso de roupas brancas. Também a procura nos suplementos alimentares, colchões e travesseiros especiais, velas aromáticas, música meditativa da Nova Era, e até por meio da compra de tudo o que se queira. Mesmo assim, não encontra a paz.

A paz que o mundo oferece é a paz do escape. É a paz que se consegue com a falta de comprometimento, ao fugirmos dos problemas ou nos recusarmos a enfrentar os desafios.

A paz de Deus é paz completa. Temos do nosso lado o Príncipe da Paz. Ele nos guardará da ansiedade, da dúvida e da preocupação. “Deixo-lhes a paz; a Minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbe o seu coração, nem tenham medo” (Jo 14:27).

“Tu, Senhor, guardarás em perfeita paz aquele cujo propósito está firme, porque em Ti confia” (Is 26:3).

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Vestes de Salvação

É grande o meu prazer no Senhor! Regozija-se a minha alma em meu Deus! Pois Ele me vestiu com as vestes da salvação. Isaías 61:10

Você já se colocou alguma vez diante do seu guarda-roupa e, com toda a variedade de roupas para vestir, perguntou-se: “Que roupa vou usar?”

No tempo de Mao Tse-tung, todos os chineses andavam uniformizados usando uma boina e um casaco azul-esverdeado. Foi cair o líder, e houve uma explosão de cores. O povo vestiu aquilo que havia tempo queria usar.

Quando se usa um uniforme, não há estresse, nem escolha. Você precisa vesti-lo, goste ou não goste.

A roupa é mais do que uma proteção do clima ou artefato para conservar nossa modéstia. Vestimo-nos para nos sentir melhores e usamos roupas de que gostamos, para acentuar ou para dissimular aspectos de nosso físico.

Vestimo-nos também para melhorar nossa autoimagem. Na cor e no modelo que você quiser, a camisa, a calça, a blusa, saia ou vestido estão aí para você melhorar a aparência. Quando você põe essa roupa que lhe cai bem, surge um sorriso no rosto e parece haver leveza no andar.

Quando Adão e Eva, feitos à imagem de Deus, pecaram, aquela imagem foi afetada e a primeira coisa que fizeram foi costurar para si vestes de folhas de figueira – trabalho de suas próprias mãos. Isso fez com que se sentissem melhor, mas não reparou a imagem deles, porque a falha não estava no tecido, nem no corte, mas neles mesmos. Deus precisou sacrificar animais e Ele mesmo trabalhou as peles, modelou as vestimentas e vestiu Adão e Eva.

Estamos certos quando acreditamos que precisamos de novas vestimentas para melhorar nossa imagem. O problema é querer encontrar essa roupa em qualquer loja, porque não há tecido, corte nem modelo que cubra verdadeiramente nossas necessidades espirituais.

Em lugar de ficar procurando, empurrando cabides de um lado para outro na seção de roupas da melhor loja de departamentos do Céu, o linho fino branco é a única vestimenta apropriada para os convidados do Rei. E há somente um fornecedor, assim como foi para Adão e Eva: o próprio Deus.

“O homem nada pode idear para suprir as perdidas vestes de inocência. Nenhuma vestimenta de folhas de figueira, nenhum traje mundano, pode ser usado por quem se assentar com Cristo e os anjos na ceia das bodas do Cordeiro. Somente as vestes que Cristo proveu podem habilitar-nos a aparecer na presença de Deus” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 311).

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Crescimento em Cristo

Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo nAquele que é a cabeça: Cristo. Efésios 4:15

Há uma febre e corrida geral pelos suplementos vitamínicos. Os atletas que querem obter melhor desempenho, ganhar ou perder peso, melhorar a velocidade e a resistência são os mais tentados a usá-los.

No crescimento espiritual, também somos desafiados a sair de onde estamos para um estágio melhor. O apóstolo Pedro, falando desse esforço, diz: “Por isso mesmo, empenhem-se para acrescentar à sua fé a virtude, à virtude o conhecimento; ao conhecimento o domínio próprio; ao domínio próprio a perseverança; à perseverança a piedade; à piedade a fraternidade; e à fraternidade o amor” (2Pe 1:5-7).

No início dessa epístola, ele apresenta uma escada de crescimento cristão, e no fim da carta diz: “Cresçam, porém, na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2 Pe 3:18). Sem ferir a seriedade do texto, poderíamos chamá-lo de “suplemento espiritual”. Por isso, o apóstolo recomenda que sejam acrescentados à fé, e apresenta sete suplementos.

O primeiro degrau no crescimento espiritual é a virtude, excelência moral. O segundo é o conhecimento, especialmente a educação espiritual. Segue-se o domínio próprio ou autocontrole, ou seja, a capacidade de conter e dominar nossos desejos. Depois do domínio próprio, vem a perseverança, ou seja, aprender a continuar com paciência. A piedade, o amor fraternal e o amor desinteressado são os últimos. Devemos crescer espiritualmente em cada um desses sete degraus.

Com essa escada, o apóstolo apresenta outros conceitos relacionados ao crescimento cristão. O primeiro é o poder de Deus. Ele diz: “Seu divino poder nos deu tudo de que necessitamos” (2Pe 1:3). Vou subir essa escada, vou crescer, não pelo meu próprio poder, mas pelo poder de Deus. “É Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dEle” (Fp 2:13).

O segundo conceito é o do empenho humano. Além do poder divino, também existe o esforço humano: “Portanto, irmãos, empenhem-se ainda mais para consolidar o chamado e a eleição de vocês” (2Pe 1:10). Como disse Bradley Nassif: “A graça se opõe ao mérito, mas não ao esforço.” Deus vai fazer tudo para minha salvação, menos a minha parte. Agora que você foi salvo, pode ir a Deus e perguntar: “Senhor, o que devo fazer? Mostra-me a Tua vontade. Dá-me ideia do que devo ou não fazer para crescer na graça.”

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Integridade

Jacó aproximou-se do seu pai Isaque, que o apalpou e disse: “A voz é de Jacó, mas os braços são de Esaú”. Gênesis 27:22

Rebeca daria uma daquelas atrizes que atuam espetacularmente como espiãs. Elas conseguem informações privilegiadas sem ninguém saber como, nem onde. Ela chamou seu filho Jacó e disse: “Eu ouvi tudo. Seu pai vai abençoar seu irmão. Mas eu quero que você receba a bênção. Vamos armar alguma coisa. Fica só entre nós.” E explicou o plano para Jacó.

A reação de Jacó foi de surpresa. Não discutiu se era certo ou errado, mas se ia funcionar. “Deixe comigo. Vá por mim. Tudo vai dar certo. Fique tranquilo. Não se preocupe. Seu pai não vai descobrir”, disse Rebeca. A bênção seria dada. Significava posses, privilégios e influência. Nessa hora, quando interesses, dinheiro e poder estão em jogo, a integridade deve brilhar como farol, indicando como navegar com segurança.

Ato seguinte: preparo do guisado no “micro-ondas” de Rebeca. Jacó vestiu algo que nunca havia vestido e sem ter ensaiado imitar a voz do irmão, entrou nos aposentos do pai levando a bandeja com o prato preparado ao gosto dele. Isaque, em sua cegueira, duvidou de que em pouco tempo seu filho estivesse de volta com a caça. Nesse ponto, ao dizer que Deus o tinha ajudado a encontrar a caça rapidamente, a mentira de Jacó até então escrita em fonte light, foi reescrita em negrito. O pai pediu que Jacó se aproximasse. “Deixe-me apalpar... deixe-me sentir o cheiro das vestes. Humm... é verdade. A voz é de Jacó, mas as mãos são de Esaú.” Não havia Estatuto do Idoso, nem se falava em falsidade ideológica, mas o que Jacó estava fazendo era o avesso do respeito à experiência; era tirar vantagem da idade e cegueira do pai. Faltava coerência entre o interior e o exterior; consistência entre palavra e ação; entre a voz que falava e as mãos que faziam.

Faltava integridade, palavra que traz em si a ideia de número ou valor inteiro. Não é um valor aproximado, nem fração, porcentagem de outro número. Nem é o 6 virado em 9 ou o 9 virado em 6. Não é um 8 cortado pelo meio.

Quando Isaque disse a Jacó que faltava integridade entre a voz e as mãos, estava advertindo a todos nós para que sejamos verdadeiros naquilo que falamos, que não manipulemos as situações em nosso favor. E que deixemos de lado táticas que demonstrem esperteza.

A promessa para aquele que anda em integridade é: “A luz raia nas trevas para o íntegro, para quem é misericordioso, compassivo e justo” (Sl 112:4).

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Flechas Venenosas, Balas Perdidas

A língua [dos perversos] é uma flecha mortal; eles falam traiçoeiramente. Cada um mostra-se cordial com o seu próximo, mas no íntimo lhe prepara uma armadilha. Jeremias 9:8

Estudos dão conta de que o homem fala em média 20 mil palavras por dia, e a mulher 30 mil. Daí podemos apenas imaginar ou perceber o poder que está em nossa língua tanto para o bem como para o mal.

Enquanto Tiago compara a língua a um fogo que devora, queima e destrói, Jeremias a compara a uma flecha mortal. Naquele tempo, a flecha era a arma que atingia mais rapidamente uma pessoa. Era inesperada e venenosa, rápida e cortante. Causava feridas profundas.

Quem sabe hoje, se fôssemos atualizar o texto de Jeremias, diríamos assim: “Suas palavras são como tiros de um fuzil de mira telescópica, com silenciador.” Você mal ouve o barulho, mas é surpreendido. Apenas sente o impacto. Não sabe por que e nem imagina quem foi o autor do disparo. Não sabe de onde veio; mas foi atingido.

Existe uma flecha mais venenosa do que essa. É muito mais prejudicial porque não atinge apenas o corpo, mas fere profundamente a alma. É uma flecha que mancha a reputação do outro, inventa o que ele não disse e insinua intenções maldosas, espalha informação falsa sobre os outros com a intenção de feri-los.

É uma flecha que tem arruinado muitos casamentos, e tem feito muitos perderem o emprego e posições. Ela já arruinou o futuro de milhares de pessoas. O nome dessa flecha é calúnia, mas também é conhecida como difamação.

O ditado diz: “A calúnia é como o carvão, quando não queima, suja.”

Os rabinos ensinavam que a calúnia era pior do que o incesto, a idolatria e o tirar a vida de alguém, porque matava três pessoas de uma só vez: o caluniador, o caluniado e quem escutou.

O cristão verdadeiro está convicto de que o tecido das relações humanas está entremeado da verdade. Quando há desconfiança e medo, os relacionamentos são fragilizados. Por isso, hoje todos apreciamos aquilo que chamamos de transparência. Não há nada escondido, mas existe lealdade e consistência.

“Não saia dos vossos lábios nenhuma palavra inconveniente [que fira, machuque, destrua, arruíne], mas, na hora oportuna, a que for boa para edificação, que comunique graça aos que a ouvirem” (Ef 4:29, Bíblia de Jerusalém).

Nossa oração deve ser, neste dia: “Coloca, Senhor, uma guarda à minha boca; vigia a porta de meus lábios” (Sl 141:3).

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O Convite Para o Banquete

Vão às esquinas e convidem para o banquete todos os que vocês encontrarem. Mateus 22:9

Jesus contou a história do rei que enviou convites para uma festa de casamento. Imagine quem seriam as pessoas convidadas por um rei para um casamento: celebridades, gente da nobreza, da alta corte, estrelas do cinema e da TV. Gente que chega em limusines, Rolls Royces, Mercedes-Benz, BMWs, Ferraris, etc. Com trajes e vestidos de grife dos últimos lançamentos das coleções Dior e Gucci.

Ele a princípio convidou pessoas que fariam a festa parecer mais importante. Não era uma festinha de fundo de quintal para algumas dezenas de pessoas. Ele queria milhares de pessoas.

Mas, diante da recusa de alguns ao seu convite, o rei mandou que os servos saíssem e convidassem a todos, bons e maus. Muitas dessas pessoas você não recomendaria: bêbados, prostitutas, catadores de lixo. Como essas pessoas naturalmente não tinham traje black tie, o rei colocou à disposição deles o guarda-roupa real com grifes que deixariam as da Villa Daslu, em São Paulo, com complexo de inferioridade.

No meio da festa, o rei saiu para cumprimentar os convidados e encontrou no meio deles alguém que, pela maneira de vestir, destoava completamente do restante do grupo. Era o tipo de pessoa que, pelas muitas boas obras que havia praticado, cria que poderia comprar o direito ao banquete.

Quem sabe usasse sapato esporte, calça jeans e um casaco.

A primeira reação do rei foi: “Como é que ele entrou assim nesta festa?” E em seguida falou: “Amigo, você não está usando o traje que eu providenciei?”

Nessas circunstâncias, depois de tudo ter sido providenciado, já imaginou o que seria apresentar-se diante do rei sem as vestes de casamento?

O convite de Deus para participar no banquete não está baseado em nosso passado. Algumas pessoas podem dizer: “É tarde demais. Ele não pode fazer mais nada por mim.” Mas o fato é que Deus envia o convite para todos. Se você se sente impuro e indigno, Ele o tornará digno. Ele vai abrir o guarda-roupa de Sua graça, cheio de vestes fabricadas nos teares do Céu, sem um fio de origem humana.

“Ninguém é tão pecaminoso que não possa encontrar força, pureza e justiça em Jesus, que por ele morreu. Cristo está desejoso de tirar-lhes as vestes manchadas e poluídas pelo pecado, e vestir-lhes os trajes brancos da justiça; Ele lhes ordena viver, e não morrer” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 53).