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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Santificação e Obediência

Pois a vossa obediência é conhecida por todos; por isso, me alegro a vosso respeito; e quero que sejais sábios para o bem e símplices para o mal. Romanos 16:19


Adão e Eva ousaram transgredir as ordens do Senhor, e o terrível resultado de seu pecado deve ser uma advertência para não seguirmos seu exemplo de desobediência. Cristo orou por Seus discípulos, nestas palavras: “Santifica-os na verdade; a Tua Palavra é a verdade” (Jo 17:17). Não existe genuína santificação a não ser pela obediência à verdade.[...] O coração santificado anda em harmonia com os preceitos da lei de Deus; porque eles são santos, justos e bons.

O caráter de Deus não mudou. Ele é hoje o mesmo Deus zeloso que era quando deu a Sua lei sobre o Sinai e a escreveu com Seu próprio dedo nas tábuas de pedra. Aqueles que espezinham a santa lei de Deus podem dizer: “Estou santificado”; mas estar santificado, de fato, e orgulhar-se de santificação são duas coisas diferentes.

O Novo Testamento não mudou a lei de Deus. A santidade do sábado do quarto mandamento está tão firmemente estabelecida quanto Seu trono. João escreve: “Qualquer que comete o pecado também comete iniqüidade, porque o pecado é iniqüidade. E bem sabeis que Ele Se manifestou para tirar os nossos pecados; e nEle não há pecado. Qualquer que permanece nEle não peca; qualquer que peca [transgride a lei] não O viu nem O conheceu” (1Jo 3:4-6).

Somos autorizados a avaliar assim, do mesmo modo que o fez o discípulo amado, aqueles que se orgulham de permanecer em Cristo, de estar santificados, ao passo que vivem na transgressão da lei de Deus. Ele enfrentou justamente a mesma classe que temos de enfrentar. Disse ele: “Filhinhos, ninguém vos engane. Quem pratica justiça é justo, assim como Ele é justo. Quem comete o pecado é do diabo, porque o diabo peca desde o princípio” (1Jo 3:7, 8). Aqui o apóstolo fala em termos claros, como julga que o assunto exige.

As epístolas de João transmitem um espírito de amor. Mas quando ele entra em contato com essa classe que quebra a lei de Deus e ainda se orgulha de estar vivendo sem pecado, não hesita em adverti-la quanto a seu terrível engano (San, p. 67-69).

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Recompensa Imediata e Eterna

Ponde, pois, estas Minhas palavras no vosso coração e na vossa alma; atai-as por sinal na vossa mão, para que estejam por frontal entre os olhos. Deuteronômio 11:18


Estas palavras [Dt 11:13-28; 7:6-11] devem ser tão distintamente seladas em cada pessoa como se fossem escritas com pena de ferro. A obediência traz suas recompensas, a desobediência, suas retribuições.

Deus deu a Seu povo instruções seguras e colocou sobre eles restrições positivas, para que possam obter uma experiência perfeita em Seu serviço, e sejam qualificados a permanecer em pé como vencedores diante do universo celeste e diante do mundo caído. Eles devem vencer pelo sangue do Cordeiro e pela palavra de seu testemunho. Aqueles que deixam de fazer a preparação essencial serão contados entre os ingratos e impuros.

O Senhor guia Seu povo por caminhos que não conhecem, para que possa testá-los e prová-los. Este mundo é o nosso lugar de prova. Aqui decidimos nosso destino eterno. Deus humilha Seu povo para que Sua vontade seja executada por eles. Assim, Ele agiu com os filhos de Israel ao guiá-los no deserto. Ele lhes disse qual teria sido seu destino caso não tivesse estendido Sua mão controladora sobre aquilo que os teria ferido. [...]

Deus abençoa a obra das mãos dos homens, para que eles possam devolver-Lhe Sua porção. Eles devem dedicar seus meios a Seu serviço, para que Sua vinha não venha a ser um deserto estéril. Devem estudar o que o Senhor faria em lugar deles. A Ele devem levar em oração toda questão difícil. Devem revelar interesse altruísta na edificação de Sua obra em todas as partes do mundo. [...]

Lembremo-nos de que somos cooperadores de Deus. Não somos suficientemente sábios para trabalhar sozinhos. Deus nos fez Seus mordomos para nos provar e nos experimentar, mesmo como provou e experimentou ao Israel antigo. Ele não deseja que seu exército seja formado por soldados indisciplinados, impuros e desordenados, os quais representariam mal Sua ordem e pureza (RH, 8/10/1901).

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O Cumprimento das Promessas

Hoje, fizeste o Senhor declarar que te será por Deus, e que andarás nos Seus caminhos, e guardarás os Seus estatutos, e os Seus mandamentos, e os Seus juízos, e darás ouvidos à Sua voz. Deuteronômio 26:17


Sejamos leais e verdadeiros a cada preceito da lei de Deus. O Senhor declara que se obedecermos aos princípios de Sua lei, eles serão a nossa vida. [...]

Os preceitos da lei de Deus não foram produção de qualquer mente humana, nem foram interpretados por Moisés. Foram desenvolvidos por um Ser infinito em sabedoria, Aquele que é o Rei dos reis e Senhor dos senhores, e por Ele foram proclamados do Sinai em meio a tremendo esplendor. A prosperidade de Israel dependia da obediência a esses preceitos.

“Guarda-os, pois, e cumpre-os de todo o teu coração e de toda a tua alma” (Dt 26:16). Deus não nos deu Seus mandamentos para obedecermos quando quiséssemos, e ignorá-los quando nos fosse conveniente. Eles são as leis do Seu reino e devem ser obedecidos por seus súditos. Se o Seu povo obedecesse à Sua lei com todo o coração, um testemunho evidente seria expresso ao mundo de que aqueles que Ele tem afirmado ser Seu povo, Seu tesouro peculiar, realmente O honram em tudo que fazem. Lealdade a Deus e inquestionável obediência à Sua lei, fariam de Seu povo um milagre no mundo, porque Ele seria capaz de cumprir Suas ricas e abundantes promessas a eles e fazer deles um louvor na Terra. Eles seriam um povo santo para Ele.

“Agora, pois,” Deus declara, “se diligentemente ouvirdes a Minha voz e guardardes a Minha aliança, então, sereis a Minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é Minha; vós Me sereis reino de sacerdotes e nação santa” (Êx 19:5, 6). Quão maravilhosa é a grandiosidade das promessas de Deus! E elas são dadas a todos que ouvem a Sua Palavra, crendo em Suas declarações e obedecendo aos Seus mandamentos. Obediência à Sua lei é a condição para a felicidade futura e eterna (SW, 16/2/1904).

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Modelo de Obediência

E desceu com eles para Nazaré; e era-lhes submisso. Sua mãe, porém, guardava todas estas coisas no coração. Lucas 2:51


Quando Cristo tinha doze anos, foi com Seus pais a Jerusalém para assistir à festa da Páscoa, e, ao voltarem, Ele Se perdeu na multidão. Depois de O procurarem por três dias, José e Maria O encontraram no pátio do templo, “assentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. E todos os que O ouviam admiravam a Sua inteligência e respostas” (Lc 2:46, 47). Fazia Suas perguntas com uma graça que encantava esses homens instruídos. Era um modelo perfeito para todo jovem. Manifestava sempre deferência e respeito para com os mais idosos. A religião de Cristo nunca levará qualquer criança a ser rude e descortês.

Quando José e Maria encontraram Jesus, ficaram maravilhados, “e Sua mãe lhe disse: Filho, por que fizeste assim conosco? Teu pai e eu, aflitos, estamos à Tua procura. Ele lhes respondeu: Por que Me procuráveis?” Apontando para o céu, Ele continuou: “Não sabíeis que Me cumpria estar na casa de Meu Pai?” (Lc 2:48, 49). Quando Ele disse essas palavras a divindade brilhou através da humanidade. A luz e glória do céu iluminaram Seu semblante. [...]

Cristo só iniciou Seu ministério público dezoito anos depois, mas estava constantemente servindo a outros, aproveitando toda oportunidade que Lhe era oferecida. Mesmo em Sua infância, proferia palavras de conforto e ternura para jovens e idosos. Sua mãe não podia deixar de notar Suas palavras, espírito e voluntária obediência a tudo que dEle requeriam.

Não é correto dizer, como fazem muitos escritores, que Cristo era como todas as crianças. Ele não foi como todas as crianças. Muitas delas são mal orientadas e dirigidas. [...] Jesus foi instruído com o divino caráter de Sua missão. Sua inclinação para o que era direito foi uma contínua satisfação para Seus pais. As perguntas que Ele fazia os levavam a estudar mais diligentemente os grandes elementos da verdade. Suas palavras comoventes quanto à natureza e o Deus da natureza abriam e iluminavam a mente deles (YI, 8/9/1898).

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

A Lei de Deus é Perfeita

A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma; o testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos símplices. Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro e ilumina os olhos. Salmo 19:7, 8


O mesmo Jesus que, velado pela coluna de nuvem, guiou a multidão hebréia, é nosso líder. Aquele que deu leis sábias, justas e boas a Israel, tem falado a nós tão verdadeiramente quanto falou a eles. Nossa prosperidade e felicidade dependem de nossa firme obediência à lei de Deus. A sabedoria finita não poderia melhorar um preceito sequer daquela santa lei. Nenhum dos dez preceitos pode ser quebrado sem a deslealdade ao Deus do Céu. Para a nossa própria felicidade e a felicidade de todos que nos cercam é essencial guardar cada jota e til da lei. “Grande paz têm os que amam a Tua lei; para eles não há tropeço.” No entanto, criaturas finitas apresentarão às pessoas esta lei santa, justa e boa como um jugo de escravidão – um jugo que não podem carregar! Só o transgressor é que não pode ver beleza na lei de Deus.

O mundo inteiro será julgado por essa lei. Ela atinge até mesmo os intentos e propósitos do coração, e exige pureza nos mais secretos pensamentos, desejos, e inclinações. Ela requer de nós amor a Deus acima de tudo, e ao nosso próximo como a nós mesmos. Sem o exercício desse amor, a maior profissão de fé é mera hipocrisia. Deus requer de todo ser da família humana, perfeita obediência à Sua lei. “Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos” (Tg 2:10).

O mínimo desvio da lei, por negligência ou transgressão deliberada, é pecado, e todo pecado expõe o pecador à ira de Deus. O coração não renovado odiará as restrições da lei de Deus, e lutará para se livrar de Suas santas reivindicações. Nosso eterno bem-estar depende da exata compreensão da lei de Deus, de uma profunda convicção do seu santo caráter, e uma pronta obediência aos seus requisitos. Homens e mulheres devem estar convictos do pecado antes de sentir necessidade de Cristo. [...] Aqueles que com seus pés pisam a lei de Deus têm rejeitado o único meio que mostra ao transgressor o que é o pecado. Estão fazendo o trabalho do grande enganador (ST, 3/3/1881).

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Obediência Atrativa

Eis que, hoje, eu ponho diante de vós a bênção e a maldição: a bênção, quando cumprirdes os mandamentos do Senhor, vosso Deus, que hoje vos ordeno; a maldição, se não cumprirdes os mandamentos do Senhor, vosso Deus, mas vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno. Deuteronômio 11:26-28


Homens e mulheres não devem ousar colocar de lado a grande lei moral de Deus e erigir uma lei de acordo com seu próprio julgamento finito. É porque medem a si mesmos pelos outros e vivem de acordo com suas próprias normas, que a iniqüidade cresce e o amor de muitos se esfria. A lei de Deus é desprezada, por causa disso muitos tomam a liberdade de transgredi-la, e mesmo aqueles que têm a luz da verdade estão vacilantes em sua lealdade à lei de Deus. Será que a corrente do mal que está se formando para a perdição os levará? Ou lutarão eles, com coragem e fidelidade, contra a corrente e manterão a lealdade a Deus em meio ao mal prevalecente? [...]

Aqueles que professam servir a Deus devem fazer a obra de aliviar o oprimido. Devem produzir o fruto da árvore boa. Aqueles que são verdadeiramente de Cristo não trarão opressão ao lar ou à igreja. Pais que estão seguindo ao Senhor ensinarão diligentemente a seus filhos os estatutos e mandamentos do Senhor; mas não o farão de modo que o serviço de Deus se torne repulsivo aos filhos. Onde os pais amam a Deus com todo o coração, a verdade como retratada por Jesus será praticada e ensinada no lar. [...]

Devemos examinar cuidadosamente a nós mesmos. [...] Temos que suplicar a Deus por visão espiritual, para que possamos discernir nossos erros e entender nossos defeitos de caráter. Se temos sido críticos e condenadores, cheios de censura, falando sobre dúvida e trevas, temos um trabalho de arrependimento e reforma a fazer. Devemos andar na luz, falando palavras que trarão paz e felicidade. Jesus deve habitar no coração. E onde Ele está, em lugar de trevas, queixumes e lamentações, haverá a fragrância de caráter (RH, 12/6/1894).

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Obediência a Deus

Então, Pedro e os demais apóstolos afirmaram: Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens. Atos 5:29


O princípio pelo qual os discípulos se mantiveram tão destemidamente quando, em resposta à ordem de não falar mais no nome de Jesus, declararam: “Julgai se é justo diante de Deus ouvir-vos antes a vós outros do que a Deus” (At 4:19), é o mesmo que os adeptos do evangelho se esforçaram por manter nos dias da Reforma. Quando, em 1529, os príncipes alemães se reuniram na Dieta de Espira, foi-lhes apresentado o decreto do imperador, restringindo a liberdade religiosa, e proibindo toda posterior disseminação das doutrinas reformadas. Parecia que a esperança do mundo estava prestes a ser esmagada. Aceitariam os príncipes o decreto? Devia a luz do evangelho ser vedada às multidões ainda em trevas? Achavam-se em jogo decisões importantes para o mundo. Os que haviam aceitado a fé reformada se reuniram, sendo unânime sua decisão: “Rejeitemos este decreto. Em questões de consciência, a maioria não influi” (D’Aubigné, História da Reforma, livro 13, cap. 5).

Temos de manter firmemente esse princípio em nossos dias. A bandeira da verdade e da liberdade religiosa, desfraldada pelos fundadores da igreja evangélica e pelas testemunhas de Deus durante os séculos decorridos desde então, foi confiada a nossas mãos, neste último conflito. A responsabilidade desse grande dom repousa com aqueles a quem Deus abençoou com o conhecimento de Sua Palavra. Temos de receber essa Palavra como autoridade suprema. Cumpre-nos reconhecer o governo humano como uma instituição designada por Deus, e ensinar obediência a ele como dever sagrado, dentro de sua legítima esfera. Mas, quando suas exigências se chocam com as reivindicações de Deus, temos que obedecer a Deus de preferência aos homens. [...]

Não devemos dizer nem fazer coisa alguma que nos venha desnecessariamente impedir o caminho. Temos de avançar em nome de Cristo, defendendo as verdades que nos foram confiadas. Se formos proibidos pelos homens de fazer essa obra, podemos então dizer como os apóstolos: [...] “Pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos” (At 4:20) (AA, p. 68, 69).

sábado, 21 de fevereiro de 2009

A Natureza Obedece

E maravilharam-se os homens, dizendo: Quem é Este que até os ventos e o mar Lhe obedecem? Mateus 8:27


O Salvador estava fatigado de Seu longo e ardoroso labor, e agora ao ser aliviado por um tempo do assédio da multidão, deitou-Se sobre a dura prancha do barco de pescadores e adormeceu. Logo depois, o tempo que tinha estado calmo e agradável, mudou. [...] Ondas bravias se arremessavam contra o barco, ameaçando constantemente afundá-lo. Primeiro, jogado bruscamente para cima da crista de uma onda gigante, e depois de igual modo lançado para baixo entre as ondas, o barco era o brinquedo da tempestade. [...] Os fortes e corajosos pescadores [...] não sabiam o que fazer em tão terrível tormenta. [...]

“Senhor, salva-nos, que perecemos” (Mt 8:25). [...] Este grito de desespero despertou Jesus de Seu sono restaurador. [...] Em Sua divina majestade, levanta-Se no humilde barco dos pescadores, em meio ao intenso temporal, com ondas quebrando sobre a proa e reluzentes relâmpagos piscando diante de Seu rosto calmo e confiante. Ele levanta a mão, sempre empregada em atos de misericórdia, e diz ao revoltoso mar: “Acalma-te, emudece!” (Mc 4:39). A tempestade cessa, as grandes e pesadas ondas se acalmam e descansam. [...] Então, voltando-se aos Seus discípulos, Jesus os repreende dizendo: “Por que sois assim tímidos?! Como é que não tendes fé?” (Mc 4:40).

Um súbito silêncio caiu sobre os discípulos. Nenhuma palavra foi pronunciada; nem mesmo o impulsivo Pedro tentou expressar o pavor que lhe encheu coração. Os barcos que tinham partido para acompanhar Jesus haviam enfrentado o mesmo perigo pelo qual os discípulos passaram. Medo e finalmente desespero se apoderara de seus ocupantes; mas o comando de Jesus trouxe calma onde tudo antes era tumulto. Todo medo fora aliviado, pois o perigo cessara. A fúria da tempestade levara os barcos para perto uns dos outros, e todos que estavam a bordo viram o milagre de Jesus. No silêncio que seguiu o acalmar da tempestade, eles cochicharam entre si: “Quem é este que até os ventos e o mar Lhe obedecem?” (Mt 8:27). Aqueles que testemunharam essa impressionante cena jamais a esqueceram (SP2, p. 307-309).

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

O Prazer de Obedecer

Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios. [...] Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na Sua lei medita de dia e de noite. Salmo 1:1, 2


É essencial que cada súdito do reino de Deus seja obediente à Sua lei, a fim de que Sua infinita glória possa ter um estabelecimento perfeito. Os professos seguidores de Cristo são testados nesta vida para ver se irão ou não ser obedientes a Deus. A obediência resultará em felicidade e assegurará a recompensa da vida eterna.

A falha de Adão em um ponto resultou em terríveis conseqüências e o pecado cresceu em proporção tão vasta que não pode ser medido. Mas em meio à rebelião e apostasia, em meio aos que foram desleais, impenitentes e obstinados, Deus se volta para os que O amam e guardam os Seus mandamentos, e diz: “Eu amo os que Me amam” (Pv 8:17), e lhes farei herdar riquezas. “Tomarei vingança contra os Meus adversários e retribuirei aos que Me odeiam” (Dt 32:41).

Cristo viveu de acordo com os princípios morais do governo de Deus, e cumpriu as especificações da lei divina. Ele representou a beneficência da lei em Sua vida humana. O fato de a lei ser santa, justa e boa deve ser testemunhado a todas as nações, línguas, e povos, para mundos não caídos, para os anjos, serafins e querubins. Os princípios da lei de Deus foram manifestados no caráter de Jesus Cristo, e aquele que coopera com Cristo, tornando-se participante da natureza divina, desenvolverá um caráter divino e se tornará um exemplo da lei divina. Cristo no coração levará toda a pessoa – corpo, mente e espírito – em servidão para obediência de justiça. Os verdadeiros seguidores de Cristo estarão em conformidade com a mente, vontade e caráter de Deus, e os grandes princípios da lei serão demonstrados na humanidade. [...]

Satanás declarara que Deus nada conhecia de abnegação, misericórdia e amor, mas que era severo, exigente e irreconciliável. Ele jamais experimentou o amor perdoador de Deus, pois nunca demonstrou genuíno arrependimento. Sua representação de Deus foi incorreta; ele foi uma testemunha falsa, um acusador de Cristo, e um acusador de todo aquele que abandona o jugo satânico, e retorna para obedecer de boa vontade ao Deus do Céu (RH, 9/3/1897).

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Desobediência e Rebelião

Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos Céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos Céus. Mateus 5:19


Aquele que violar voluntariamente um mandamento, não observa, em espírito e verdade, nenhum deles. “Qualquer que guardar toda a lei e tropeçar em um só ponto tornou-se culpado de todos” (Tg 2:10).

Não é a grandeza do ato de desobediência que constitui pecado, mas a discordância com a vontade expressa de Deus no mínimo particular; pois isto mostra que ainda existe comunhão entre a alma e o pecado. O coração está dividido em seu serviço. Há uma virtual negação de Deus, uma rebelião contra as leis de Seu governo.

Se as pessoas fossem livres para se apartar das reivindicações do Senhor e estabelecer uma norma de dever para si mesmos, haveria uma variação de normas para se adaptarem aos diversos gostos, e o governo seria tirado das mãos de Deus. A vontade do homem se tornaria suprema, e o alto e santo querer de Deus – Seu desígnio de amor para com Suas criaturas – seria desonrado, desrespeitado.

Sempre que preferem seus próprios caminhos, os homens se colocam em conflito com Deus. Eles não terão lugar no reino do Céu, pois se encontram em guerra com os próprios princípios celestiais. Desconsiderando a vontade de Deus, estão se colocando ao lado de Satanás, o inimigo do homem. Não por uma palavra, nem muitas, mas por toda palavra que sai da boca de Deus viverá o homem. Não podemos desatender uma palavra, por mais insignificante que nos pareça, e estar seguros. Não há um mandamento da lei que não se destine ao bem e à felicidade do homem, tanto nesta vida como na futura. Na obediência à lei de Deus, Seus filhos circundados como por um muro, e protegidos do mal. Aqueles que, em um só ponto que seja, derrubam essa barreira divinamente erigida, destroem o poder para protegê-los; pois abrem um caminho pelo qual o inimigo pode entrar, para enfraquecer e destruir.

Arriscando-se a desprezar a vontade de Deus em um ponto, nossos primeiros pais abriram as comportas da miséria sobre o mundo. E todo indivíduo que segue o seu exemplo ceifará idênticos resultados. O amor de Deus é a base de cada preceito de Sua lei, e aquele que se afasta do mandamento está operando sua própria infelicidade e ruína (MDC, p. 51, 52).

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Uma Lei Para Todas as Épocas

Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a Minha voz e guardardes a Minha aliança, então, sereis a Minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a Terra é Minha; vós Me sereis reino de sacerdotes e nação santa. Êxodo 19:5, 6


Esta aliança [Êx 19:1-6] é uma revelação da bondade de Deus. O povo não tinha buscado isso. As pessoas não estavam estendendo as mãos em busca de Deus; mas Ele mesmo estendeu graciosamente Seu poderoso braço, convidando-as a unirem os braços ao dEle, para que pudesse ser a defesa deles. Voluntariamente, Ele escolheu como Sua herança uma nação que tinha vindo da escravidão egípcia, um povo que devia ser educado e ensinado a cada passo. Que expressão de onipotente bondade e amor! [...]

Repetidas vezes o Senhor permitiu que Seu povo fosse levado a dificuldades, para que, em seu livramento, pudesse revelar Sua misericórdia e bondade. Se agora escolheram não crer nEle, precisariam duvidar da evidência diante dos próprios olhos. Tinham recebido inconfundível prova de que Ele era um Deus vivo, “compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade” (Êx 43:6). Ele tinha honrado Israel perante todas as hostes celestiais. Trouxe-os para Si mesmo – para uma aliança de relacionamento e comunhão com Ele.

Os filhos de Israel tinham passado três meses na jornada desde o Egito e estavam agora acampados diante do Monte Sinai onde, de forma tremenda e grandiosa, o Senhor declarou Sua lei. Ele não Se manifestou em grandes construções feitas por mãos humanas, estruturas de artifício humano. Revelou Sua glória em uma elevada montanha, um templo de Sua própria criação. O topo do Monte Sinai se elevava acima de todos os outros em uma cadeia de montanhas no deserto estéril. Deus escolheu essa montanha como o lugar onde Se faria conhecido ao Seu povo.

Ele Se mostrou a eles em tremenda grandiosidade, e falou em voz audível. Ali Se revelou ao Seu povo, como nunca fizera em qualquer outro tempo, mostrando assim a importância da lei para todas as épocas. Hoje Deus é específico em que guardemos os Seus mandamentos (MR1, p. 105, 106).

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

O Exemplo de Abraão

Em tua semente serão benditas todas as nações da Terra, porquanto obedeceste à Minha voz. Gênesis 22:18


No Monte Moriá, outra vez, Deus renovou Seu concerto, confirmando com juramento solene a bênção a Abraão e sua semente, por todas as gerações vindouras: “Por Mim mesmo, jurei, diz o Senhor, porquanto fizeste esta ação e não Me negaste o teu filho, o teu único, que deveras te abençoarei e grandissimamente multiplicarei a tua semente como as estrelas dos céus e como a areia que está na praia do mar” (Gn 22:16, 17). [...]

O grande ato de fé, de Abraão, permanece como uma coluna de luz, iluminando o caminho dos servos de Deus em todos os séculos subseqüentes. Abraão não procurou esquivar-se de fazer a vontade de Deus. Durante aquela viagem de três dias, ele teve tempo suficiente para raciocinar, e para duvidar de Deus, se estivesse disposto a isto. [...] Abraão era humano; suas paixões e afeições eram semelhantes às nossas; mas não se deteve a discutir como a promessa poderia se cumprir caso Isaque fosse morto. Não se deteve a argumentar com o seu coração dolorido. Sabia que Deus é justo e reto em todas as Suas reivindicações, e obedeceu à ordem ao pé da letra. [...]

Foi para impressionar o espírito de Abraão com a realidade do evangelho, bem como para provar sua fé, que Deus o mandou matar seu filho. A angústia que ele sofreu durante os dias tenebrosos daquela terrível prova foi permitida para que compreendesse, por sua própria experiência, algo da grandeza do sacrifício feito pelo infinito Deus para a redenção do homem. Nenhuma outra prova poderia ter causado a Abraão tal tortura de alma, como a oferta de seu filho. [...] Que prova mais forte se pode dar da infinita compaixão e amor de Deus? “Aquele que nem mesmo a Seu próprio Filho poupou, antes O entregou por todos nós, como nos não dará também com Ele todas as coisas?” (Rm 8:32) (PP, p. 153, 154).

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Poder Para Obedecer

Porque não temos Sumo Sacerdote que não possa compadecer-Se das nossas fraquezas; antes, foi Ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna. Hebreus 4:15, 16


Satanás apresenta a divina lei de amor como uma lei de egoísmo. Declara que é impossível obedecer aos seus preceitos. A queda de nossos primeiros pais, com toda a miséria resultante, ele atribui ao Criador, levando os homens a olharem a Deus como autor do pecado, do sofrimento e da morte. Jesus devia desmascarar esse engano. Como um de nós, cumpria-Lhe dar exemplo de obediência. Para isso tomou sobre Si a nossa natureza e passou por nossas provas. “Convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos” (Hb 2:17).

Se tivéssemos de sofrer qualquer coisa que Cristo não houvesse suportado, Satanás apresentaria o poder de Deus como insuficiente para nós. Portanto, Jesus “como nós, em tudo foi tentado” (Hb 4:15). Sofreu toda provação a que estamos sujeitos. E não exerceu em Seu próprio proveito qualquer poder que não esteja livremente ao nosso alcance. Como homem, enfrentou a tentação e venceu-a com o poder que Lhe foi dado por Deus. Diz Ele: “Deleito Me em fazer a Tua vontade, ó Deus Meu; sim, a Tua lei está dentro do Meu coração” (Sl 40:8).

Enquanto andava fazendo o bem e curando todos os aflitos do diabo, tornava evidente aos homens o caráter da lei de Deus e a natureza de Seu serviço. Sua vida testemunhava ser possível obedecermos também à lei de Deus.

Por Sua humanidade, Cristo estava em contato com a humanidade; por Sua divindade, firma-Se no trono de Deus. Como Filho do homem, deu-nos um exemplo de obediência; como Filho de Deus, dá-nos poder para obedecer. [...]

Cristo foi tratado como nós merecíamos, para que pudéssemos receber o tratamento a que Ele tinha direito. Foi condenado pelos nossos pecados, nos quais não tinha participação, para que fôssemos justificados por Sua justiça, na qual não tínhamos parte. Sofreu a morte que nos cabia, para que recebêssemos a vida que a Ele pertencia. “Pelas Suas pisaduras fomos sarados” (Is 53:5)

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Alegria na Obediência

Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniqüidade em ti. [...] se encheu o teu interior de violência, e pecaste. Ezequiel 28:15, 16


Enquanto todos os seres criados reconheceram a fidelidade pelo amor, houve perfeita harmonia por todo o Universo de Deus. Cumprir o propósito do Criador era uma alegria para a hoste celestial. Deleitavam-se em refletir a Sua glória e em manifestar o Seu louvor. E enquanto foi supremo o amor para com Deus, o amor de uns para com outros foi cheio de confiança e abnegado. Nenhuma nota discordante tirava o brilho das harmonias celestiais. Porém, uma mudança alterou esse estado de felicidade.

Houve um ser que perverteu a liberdade que Deus concedera a Suas criaturas. O pecado originou-se com aquele que, abaixo de Cristo, fora o mais honrado por Deus, e o mais elevado em poder e glória entre os habitantes do Céu. Lúcifer, “filho da alva”, era o primeiro dos querubins cobridores, santo e puro. Permanecia na presença do grande Criador, e os incessantes raios de glória que cercavam o eterno Deus repousavam sobre ele. [...]

Pouco a pouco, Lúcifer veio a condescender com o desejo de exaltação própria. [...] Se bem que toda a sua glória fosse proveniente de Deus, esse poderoso anjo veio a considerá-la como pertencente a si próprio. Descontente com sua posição, embora fosse mais honrado do que a hoste celestial, arriscou-se a cobiçar a homenagem devida unicamente ao Criador. Em vez de procurar fazer com que Deus fosse o alvo supremo das afeições e fidelidade de todos os seres criados, seu esforço consistiu em obter para si o serviço e lealdade deles. E, cobiçando a glória que o infinito Pai conferira a Seu Filho, esse príncipe dos anjos desejou o poder que era a prerrogativa apenas de Cristo (PP, p. 35).

Sendo a lei do amor o fundamento do governo de Deus, a felicidade de todos os seres inteligentes depende da perfeita harmonia com seus grandes princípios de justiça. Deus deseja de todas as Suas criaturas o serviço de amor, serviço que brote de uma apreciação de Seu caráter. Ele não tem prazer na obediência forçada; e a todos concede vontade livre, para que possam servi-Lo voluntariamente (PP, p. 34).

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Paz e Felicidade

E, reconhecido em figura humana, a Si mesmo Se humilhou, tornando-Se obediente até à morte e morte de cruz. Filipenses 2:7, 8


Temos diante de nós a maravilhosa possibilidade de ser semelhantes a Cristo: obedientes a todos os princípios da lei de Deus. Porém, por nós mesmos, somos completamente impotentes para alcançar esse estado. Tudo que existe de bom no homem vem por meio de Cristo. A santidade que a Palavra de Deus declara que precisamos ter antes que possamos ser salvos é resultado da atuação da graça divina, ao nos prostrarmos em submissão à disciplina e à moderadora influência do Espírito de verdade.

A obediência do ser humano só pode ser aperfeiçoada pelo incenso da justiça de Cristo, que enche de divina fragrância cada ato de verdadeira obediência. A parte do cristão é perseverar em vencer cada uma das faltas. Deve orar constantemente ao Salvador que cure as perturbações de seu coração. Ele não possui a sabedoria e força sem as quais não pode vencer. Elas pertencem ao Senhor, e Ele as concede àqueles que, humildes e contritos, buscam Seu auxílio.

A razão pela qual muitos que uma vez conheceram e amaram o Salvador estão agora em trevas, vagando longe dEle, é que em presunção e auto-suficiência seguiram as próprias inclinações. Não andaram nos caminhos do Senhor – o único caminho de paz e felicidade. Pela desobediência se excluíram de receber as bênçãos de Deus, quando pela obediência poderiam ter avançado em Sua força.

A enorme evidência dada por Deus, de que Ele deseja a salvação de todos, será a condenação dos que recusam o dom do Céu. No último e grande dia, quando todos serão recompensados ou punidos de acordo com a obediência ou desobediência, a cruz do Calvário aparecerá nitidamente aos que estão perante o Juiz de toda a Terra, para receber a sentença para a eternidade. Eles foram habilitados a compreender algo do amor que Deus manifestou pelos seres humanos caídos. Vêem o quanto Ele foi desonrado pelos que continuaram em transgressão, preferindo ficar ao lado de Satanás, e mostrando desprezo para com a lei de Deus. Eles verão que a obediência a essa lei lhes teria trazido vida, saúde, prosperidade e eterno bem (RH, 15/3/1906).

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Famílias que Glorificam a Cristo

Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele. Provérbios 22:6


Deve-se ensinar às crianças que elas são parte de um lar sólido. Elas são alimentadas, vestidas, amadas e cuidadas; e precisam responder a esses muitos favores trazendo toda a felicidade possível à família da qual são membros. Assim se tornam filhos de Deus, missionários no círculo do lar.

Se os pais negligenciarem a educação de seus filhos, estão privando-os do que é necessário para o desenvolvimento simétrico e completo do caráter, que seria a maior bênção para eles em toda a vida. Quando se permite que as crianças sigam seus próprios caminhos, elas recebem a idéia de que seus desejos e vontades devem ser satisfeitos. Educadas deste modo, elas levam a toda a sua experiência religiosa as deficiências da educação do lar.

Deus deseja que nossas famílias sejam símbolos da família do Céu. Que os pais e filhos conservem em mente este fato cada dia, mantendo entre si relações de membros da família de Deus. Então sua vida será de tal natureza que dará ao mundo uma lição objetiva do que podem ser famílias que amam a Deus e guardam os Seus mandamentos. Cristo será glorificado; Sua paz, graça e amor impregnarão o círculo da família como um precioso perfume. A vida dos filhos de missionários cristãos será uma linda oferta a Deus. Isso alegrará o coração de Jesus, e será considerada por Ele como a mais preciosa oferta que pode receber.

Que o Senhor Jesus Cristo seja adorado em cada família. Se os pais derem aos filhos a devida educação, eles mesmos ficarão felizes ao ver os frutos da cuidadosa instrução expressos num caráter semelhante ao de Cristo. Estão fazendo para Deus a mais sublime obra ao apresentar ao mundo famílias bem ordenadas e disciplinadas, famílias que não apenas temem ao Senhor, mas que O honram e O glorificam pela influência que exercem sobre outras famílias; e receberão o galardão (RH, 17/11/1896).

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

A Recompensa da Obediência

Filhos, em tudo obedecei a vossos pais; pois fazê-lo é grato diante do Senhor. Colossenses 3:20


Filhos que desonram e desobedecem aos pais, e não levam em conta seus conselhos e instruções, não podem ter parte na Terra renovada. A Terra purificada não será lugar para o filho ou filha rebelde, desobediente, ingrato. A menos que aprendam obediência e submissão aqui, jamais a aprenderão; a paz dos redimidos não será perturbada por filhos desobedientes, indisciplinados, insubmissos. Nenhum transgressor do mandamento pode herdar o reino do Céu. [...]

O que os jovens tiverem que fazer, mediante palavras ou ações, deve ser feito em nome de Jesus, dando graças a Deus, o Pai, por Ele. Vi que poucos jovens compreendem o que é ser cristãos, ser semelhantes a Cristo. Precisam aprender as verdades da Palavra de Deus antes de poderem conformar sua vida com o Modelo. Não há um jovem entre vinte que tenha experimentado em sua vida aquela separação do mundo que o Senhor exige de todos os que se tornam membros de Sua família, filhos do Rei celestial. “Portanto, ‘saiam do meio deles e separem-se’, diz o Senhor. ‘Não toquem em coisas impuras, e Eu os receberei; e lhes serei Pai, e vocês serão Meu filhos e Minhas filhas’, diz o Senhor Todo-poderoso” (2Co 6:17, 18, NVI).

Que promessa é feita aqui sob condição de obediência! Estão vocês dispostos a libertar-se de amigos e parentes ao decidirem obedecer às elevadas verdades da Palavra de Deus? Sejam corajosos, Deus fez provisão para vocês. Seus braços estão abertos para recebê-los. Saiam do meio deles e separem-se, não toquem “em coisas impuras” (2Co 6:17), e Ele os receberá. Ele promete ser um Pai para vocês. Oh, que parentesco esse! Mais elevado e santo do que qualquer laço terrestre. Se fizerem o sacrifício, se for preciso deixar pai, mãe, irmãs, irmãos, esposa e filhos por amor a Cristo, vocês não ficarão sem amigos. Deus os adotará em Sua família; vocês se tornarão membros da casa real, filhos e filhas do Rei que governa no Céu dos céus. Podem vocês desejar posição maior do que essa promessa? Isso não é suficiente? (T1, p. 497, 498, 510).

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

A Lei e a Felicidade

Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o Seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado. Romanos 8:3


A felicidade do homem precisa ser sempre salvaguardada pela lei de Deus. Somente na obediência podem eles achar a verdadeira felicidade. A lei é a cerca que Deus pôs em torno de Sua vinha. Os que lhe obedecem, são por ela protegidos do mal. Em transgressão, Adão se tornou uma lei para si mesmo. Pela desobediência trouxe sobre si a escravidão. Assim, um elemento discordante, nascido do egoísmo, atingiu os seres humanos. A vontade deles e a vontade de Deus já não mais se harmonizavam. Adão tinha se unido às forças desleais, e a vontade própria entrou em campo.

Através de Cristo o verdadeiro padrão é apresentado. Ele possibilitou que a humanidade pudesse mais uma vez se unir a Deus. Ele veio assumir a sentença de morte pelo transgressor. Nenhum preceito da lei podia ser alterado para receber o homem e a mulher em sua condição caída; por essa razão Cristo deu a Sua vida em favor deles, para sofrer em seu lugar a penalidade da desobediência. Essa foi à única maneira de salvar a humanidade, a única maneira pela qual poderia ser demonstrado que é possível guardar a lei. Cristo veio à Terra e se colocou na mesma posição em que Adão estava, vencendo onde Adão falhou. Ele se fez para nós sabedoria, justiça, santificação e redenção. [...]

Antes da fundação do mundo, Cristo prometeu que daria Sua vida como resgate se o homem e a mulher se desviassem de sua lealdade a Deus. Ele revelou Seu amor humilhando a Si mesmo, deixando o Céu para viver entre os seres humanos caídos, desordenados e sem lei. Por si mesmos não poderiam lutar contra o inimigo. Cristo oferece a Si mesmo, e a tudo o que tem – Sua glória, Seu caráter – para servir àqueles que retornam à lealdade e guardam a lei de Deus. Essa é a única esperança para eles. Cristo diz definitivamente: Eu não vim para destruir a lei. Ela é um transcrito do caráter de Deus. Eu vim para cumprir todas as suas especificações. Vim para vindicá-la ao viver a natureza humana, dando exemplo de perfeita obediência (ST, 13/6/1900).

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

O Modelo de Obediência

Não sabeis que daquele a quem vos ofereceis como servos para obediência, desse mesmo a quem obedeceis sois servos, seja do pecado para a morte ou da obediência para a justiça? Romanos 6:16


Adão não parou para pensar no resultado de sua desobediência. [...] Com a visão posterior que somos privilegiados de ter, podemos ver o que significa desobedecer aos mandamentos de Deus. Adão cedeu à tentação, e como temos a questão do pecado e suas conseqüências tão claramente exposta, podemos partir da causa para o efeito e ver que a importância do ato não é o que constitui pecado, e sim a desobediência à expressa vontade de Deus, que é uma negação virtual de Deus, rejeitando as leis de Seu governo.

A felicidade do homem está em sua obediência às leis de Deus. Ao obedecer-lhes, é como se ele fosse circundado por uma cerca e protegido do mal. Nenhum homem pode ser feliz ao abandonar os requisitos específicos de Deus e estabelecer critérios próprios que ele acha que pode com segurança. Se fosse assim, haveria uma variedade de critérios a serem ajustados às diferentes mentalidades, o controle seria arrebatado das mãos de Deus, e os seres humanos assumiriam o governo. A lei do egoísmo seria enaltecida, a vontade do homem se tornaria suprema, e quando a elevada e santa vontade de Deus fosse apresentada a fim de ser obedecida, respeitada e honrada, a vontade humana desejaria seguir as suas próprias inclinações, e haveria conflito entre o instrumento humano e o divino.

A queda de nossos primeiros pais quebrou a cadeia dourada de implícita obediência da vontade humana à divina. A obediência não mais é considerada uma necessidade absoluta. Os instrumentos humanos seguem suas próprias invenções, as quais o Senhor disse que eram continuamente más, ao Se referir aos habitantes do mundo antigo. O Senhor Jesus declara: “Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai” (Jo 15:10). Como? Como homem. Eis que venho para fazer a Tua vontade, ó Deus. Às acusações dos judeus Ele respondeu com o Seu caráter puro, virtuoso e santo, e os desafiou dizendo: “Quem dentre vós Me convence de pecado?” (Jo 8:46). [...]

O Filho unigênito do infinito Deus, através de Suas palavras e de Seu exemplo prático, deixou-nos um modelo simples, que devemos imitar. Por Suas palavras Ele nos ensinou a obedecer a Deus, e por experiência própria nos mostra como podemos obedecer-Lhe (RC, p. 48, 332).

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Obediência Através da Graça

Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. Efésios 2:8


Deus deseja que alcancemos a norma de perfeição que o dom de Cristo nos tornou possível. Ele nos convida a fazer nossa escolha do direito, para nos ligarmos com os instrumentos celestes, adotarmos princípios que hão de restaurar em nós a imagem divina. Na palavra escrita e no grande livro da natureza, Ele revelou os princípios da vida. É nossa obra obter conhecimento desses princípios e, pela obediência, cooperar com Ele na restauração da saúde do corpo, bem como da alma.

Os homens precisam saber que só podem fruir as bênçãos da obediência, em sua plenitude, à medida que receberem a graça de Cristo. É Sua graça que dá ao homem poder para obedecer às leis de Deus. É isso que o habilita a quebrar as cadeias do mau hábito. Esse é o único poder que pode colocá-lo e conservá-lo firme no caminho do direito.

Quando o evangelho é recebido em sua pureza e poder é uma cura para as doenças originadas pelo pecado. O Sol da Justiça Se ergue “trazendo salvação nas Suas asas” (Ml 4:2). Todos os recursos do mundo não podem curar um coração quebrantado, nem comunicar paz de espírito, nem remover o cuidado, nem banir a enfermidade. A fama, o intelecto, o talento – são todos impotentes para alegrar um coração dolorido ou restaurar uma vida arruinada. A vida de Deus na alma, eis a única esperança do homem.

O amor difundido por Cristo por todo o ser é um poder vitalizante. Esse amor toca todo órgão vital – cérebro, coração, nervos – transmitindo cura. [...] Implanta na alma uma alegria que coisa alguma terrestre pode destruir – a alegria no Espírito Santo – alegria que comunica saúde e vida. [...]

Embora o pecado tenha intensificado seu domínio sobre a raça humana, durante séculos, ainda que por meio de mentiras e artifícios Satanás tenha lançado a sombra de sua interpretação sobre a Palavra de Deus, e feito os homens duvidarem de Sua bondade, a misericórdia e amor do Pai não têm cessado de fluir em abundantes torrentes para a Terra. Se os seres humanos abrissem as janelas da alma em direção ao Céu, apreciando as divinas dádivas, por elas penetraria uma onda de restauradora virtude (CBV, p. 114-116).