sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Orar, Pedir e Agir

Disse-me o rei: Que me pedes agora? Então, orei ao Deus dos Céus e disse ao rei: se é do agrado do rei, [...] peço-te que me envies a Judá, à cidade dos sepulcros de meus pais, para que eu a reedifique. Neemias 2:4, 5


Enquanto Neemias implorava o auxílio de Deus, não cruzou os braços, julgando que não tinha mais nenhum cuidado ou responsabilidade quanto a seu propósito de restaurar Jerusalém. Com admirável prudência e previsão, providenciou todos os preparativos necessários para garantir o êxito do empreendimento. [...]

O exemplo desse santo homem [Neemias] deve servir de lição a todo o povo de Deus, mostrando que não devem apenas orar com fé, mas trabalhar com diligência e fidelidade. Quantas dificuldades encontramos, quantas vezes estorvamos a operação da Providência em nosso favor, por julgar que a prudência, a previsão e o esforço têm pouco que ver com a religião! Isto é um erro grave. É nosso dever cultivar e exercitar toda a faculdade que nos torne obreiros mais eficientes para Deus. A consideração cuidadosa, bem como os planos bem amadurecidos, são tão essenciais ao êxito dos empreendimentos sagrados hoje, como no tempo de Neemias (SC, p. 239).

Os homens de oração devem ser homens de ação. Os que são prontos e voluntários, encontrarão meios e modos de trabalhar. Neemias não ficou dependendo de coisa incerta. Pediu àqueles que se achavam em condições de ofertar os meios que lhe faltavam (SC, p. 171).

O Senhor move ainda o coração dos reis e governadores em favor de Seu povo. Aqueles que se acham a Seu serviço devem aproveitar o auxílio que Ele induz os homens a darem para o avançamento de Sua causa. Os agentes por cujo intermédio vêm essas dádivas podem abrir caminhos por onde a luz da verdade seja levada a muitas terras entenebrecidas. Talvez esses homens não tenham simpatia alguma pela obra de Deus, nenhuma fé em Cristo, conhecimento algum de Sua Palavra; mas nem por isso suas ofertas devem ser rejeitadas. [...]

O Senhor colocou Seus bens, tanto nas mãos de descrentes, como nas de fiéis; todos podem devolver o que Lhe pertence para se fazer a obra que tem de ser efetuada em favor do mundo caído. Enquanto nos acharmos neste mundo, enquanto o Espírito de Deus contender com os filhos dos homens, teremos que receber e prestar favores (SC, p. 168).

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